As pessoas mais bonitas são aquelas que se aceitam
Eu cresci longe do tipo padrão, no tocante à aparência física e a comportamentos que se esperam de um menino.

Quando você não joga bola, já perde vários momentos da infância dita comum.
No clube, na escola, em festas, onde fosse, meus colegas arranjavam um campinho e uma bola para brincarem, enquanto eu ficava lá fora olhando.
Eu penso demais, desde aquela época, tanto que estou refletindo sobre uma criança não jogar bola.
A verdade é que, por não gostar de futebol, eu tive que preencher esse vazio de alguma forma. Além de ler muito, eu criava narrativas com meus bonecos, ou com cabos de vassoura que viravam atores de meus enredos infantis.
Eu também desenhava (mal) quadrinhos que se perderam em cadernos de escola. E eu achava que era pouco aceito por conta disso. Digo achava, porque não é uma certeza, é o que eu achava.
E então eu passo a acolher e a aceitar aquele menino gordinho e estranho que amava o Muppet Show e seu pinscher querido.
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